O terremoto que há dias abala os mercados financeiros no mundo inteiro ainda não afetou os fundamentos da economia brasileira, mas a enorme incerteza que ele gerou pode forçar o governo e as empresas nacionais a esperar mais um pouco para ver seus papéis reavaliados novamente pelas agências internacionais de classificação de risco.
A Standard & Poor's e a Fitch aumentaram a nota dos títulos do governo brasileiro há pouco tempo, em maio. Classificados como "BB+", os papéis estão agora a um degrau da almejada categoria de grau de investimento, que premia títulos considerados mais confiáveis. Na escala adotada pela Moody's, o Brasil é "Ba2" e ainda faltam dois degraus para atingir o grau de investimento.
Analistas da Moody's estiveram em Brasília há três semanas para conversar com funcionários do governo. A visita foi interpretada no mercado financeiro como um sinal de que a agência estaria prestes a aumentar a nota do país. Mas é possível que a turbulência dos últimos dias faça as agências esperar para ter um pouco mais de clareza sobre o impacto da crise financeira.
"A situação teria que se deteriorar muito para afetar os indicadores de solvência do país a ponto de prejudicar sua avaliação pelas agências", disse o economista Marcelo Carvalho, do banco de investimentos Morgan Stanley. "Se isso não acontecer, alcançar o grau de investimento é só uma questão de tempo."
Em nota divulgada ontem, a Standard & Poor's afirmou não esperar que a crise financeira crie problemas na América Latina. De acordo com a agência, os governos da região "conseguiram se isolar" das dificuldades até agora e a exposição de empresas e bancos latino-americanos aos problemas gerados pela farra das hipotecas nos Estados Unidos "parece ser desprezível".
"A situação atual é muito específica e não tem nenhuma relação com os fundamentos macroeconômicos dos países emergentes", afirmou Helena Hessel, uma analista da agência. "Até agora não aconteceu nada que modifique a maneira como avaliamos a economia brasileira."
domingo, 19 de agosto de 2007
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2 comentários:
Sr.Davi, tiro meu dinheiro que está aplicado em ações do Banco do Brasil e compro dólares ou espero mais uns dias? Não sei o que fazer.
Reynaldo
Olá Reynaldo,
Minha recomendação não é a de comprar dólares no momento, pois a expectativa é de que o dólar feche o ano por volta de R$1,80, portanto abaixo do valor atual.
Quanto às suas ações do Banco do Brasil, se mais nenhuma crise acontecer elas deverão subir sim. Minha recomendação é que você diversifique sua carteira, não aplicando apenas em ações do Banco do Brasil mas em outros papéis também. Aliás, por falar em bancos, a perspectiva das ações do Itaú e Bradesco são melhores que as do BB.
Lembre-se que moeda e ações são ativos de renda variável, portanto nada garante que você irá ganhar ou perder dinheiro com eles.
Um abraço
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